domingo, 20 de janeiro de 2013

Botas freixienses




A poucos quilómetros de Alfândega da Fé existe uma aldeia denominada Cerejais. Há um par de semanas atrás, decidi visitar e conhecer esta pequenina localidade. É habitada por cerca de 200 habitantes; algum do seu casario é escuro, da cor do granito; as ruas são estreitas e, nesta estação do ano, exalam um aroma aconchegante de lenha a arder na lareira. Já no centro da aldeia, junto à igreja matriz, virei à direita, e segui em frente. Ao passar o "Café do Manel" tornei a virar à direita. A cerca de 10 metros, deparei-me com a oficina do Sr. Arménio, sapateiro "desde que se lembra de ser gente". Couro, pregos, turqueses, martelos, formas de madeira, tesouras, máquinas de costura... o universo desta oficina é surpreendente. Durante a minha visita, o Sr. Arménio - conhecido pelo seu trabalho de excelência e pelo método artesanal que utiliza na confeção de calçado - deu-me quase lição completa sobre como se faz um sapato.
Cada sapato é único, desenhado à medida do pé de cada cliente, costurado com todo o cuidado. O Sr. Arménio trabalha sobretudo com encomendas.
Não resisti à beleza das típicas botas de Freixo de Espada à Cinta e encomendei um par, feito propositadamente para mim. São lindas.

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