sábado, 29 de setembro de 2012

Alqueire/Rasa



 Deslumbramento? Claro! Por esta rasa que me foi oferecida por um ancião, bem disposto e com memória invejável, residente numa localidade transmontana. Deparei com ela no "tapado" que o Sr. António possui na periferia da aldeia quando, do caminho público, entrei na propriedade por um portão largo que conduz a um terreiro relativamente extenso. No centro deste encontra-se um alforamento rochoso granítico onde, em tempos recuados, se malhou o cereal, e em torno do qual está situado o pequenino cercado reservado às plantas de jardim (canto predileto da esposa do Sr. António); o palheiro com paredes de granito e telhado forrado com telha de canudo; a curriça que serve de abrigo a  coelhos, galinhas e um rebanho de ovelhas (em tempos mais numeroso); o telheiro sob o qual estão arrecadadas as alfaias agrícolas e as muitas sacas cheias de amêndoas colhidas já este ano.
Muito obrigada, Sr. António, por esta preciosidade!
 
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Farsa de Inês Pereira

 - Elaboração de cenografia

 - Ensaio geral

- Apresentação ao público

Já que estou em Torre de Moncorvo, aproveitei para conhecer a Companhia de Teatro Alma de Ferro e, há um par de semanas atrás, fui ao Celeiro, antigo armazém de víveres, situado na extinta Estação de Caminho-de-Ferro de T. Moncorvo, hoje adaptado para sala de espetáculos.
Depois de apresentadas as personagens e resumida a trama com rapidez, assisti ao um ensaio, transformei a imaginação em teatro e imaginei uma cenografia possível para o texto vicentino A Farsa de Inês Pereira.
A proposta foi aceite e o cenário fez-se com pouco - tanto quanto este grupo sem verbas nem apoios o permite –, mas o suficiente para caber nele a história, as palavras, os atores (gente de alma gigante).
A peça foi estreada na sexta-feira, dia 21, e aplaudida de pé. Mais uma vitória a juntar à história deste grupo de teatro, que é de sucesso, feita de muito trabalho, inspiração (conseguida com muita transpiração, pois claro!), dedicação e espírito de equipa.
Parabéns pelo vosso trabalho, parabéns pelo vosso quarto aniversário acabadinho de fazer. Continuem a ter alma resistente.

domingo, 16 de setembro de 2012

Que se lixe a troika!



 
O meu fim de semana foi passado em Torre de Moncorvo, em pleno ambiente de vindimas. Num momento de crise aguda de recursos, para tudo, em Portugal, neste canto de Trás-os-Montes houve populares que quiseram mostrar não estarem “ausentes do mundo” aderindo ao protesto que se estendeu a todo o país “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas”.
Estive longe de testemunhar aquilo a que se pode chamar uma manifestação de peso mas, embora reduzido, o número de homens e mulheres presentes souberam gritar, com força e convicção, pelas suas aspirações em prol da liberdade, da igualdade, da justiça, valores que os agentes políticos e dirigentes deste nosso país, do alto da sua ignorância, continuam empenhados em destruir.

domingo, 9 de setembro de 2012

Domingo é para preguiçar...










 
Apeteceu-me "folhear" a Pasta das Imagens e olhar as muitas fotos que registei numa aldeia em Trás-os-Montes. Passei os olhos por doces e licores artesanalmente confeccionados, alfaias e práticas agrícolas, tradições religiosas da comunidade local...
Depois, continuando, deslumbrei-me com as imagens sobre a fiação de linho e a excelência do trabalho realizado pela hábil tecedeira. Relembrei o combinado (ainda não cumprido), contigo Inês, de agendar uma visita à oficina de trabalho desta transmontana. Aceito sugestões querida amiga.

 

sábado, 1 de setembro de 2012

Setembro

 


Há uns dias atrás li uma frase de Alex Smith que dizia:
"Do que mais gosto é do amarelo de Setembro, das manhãs de orvalho nas teias de aranha, dos dias de meditação na quietude, do clamor das gralhas, das folhas de bronze, do restolho salpicado de feixes de palha - mais do que o brilhante descontrolo de Maio, é o Outono que se adapta ao meu espírito."
Não posso estar mais de acordo. Benvindo mês do Outono!