segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

31 de Dezembro


Último dia do ano.
O dia amanheceu com temperatura amena e céu azul com poucas nuvens, mas ao longo da tarde foi ficando cinzento, nublado e chuvoso. Fim de ano triste.
Dizem os jornais que 2013 vai ser um ano dificil, a austeridade vai continuar e todos estaremos sujeitos a mais sacrificios. Na televisão, Angela Merkel diz que a crise está ainda longe de atingir o seu fim, mas o que importa é não baixar os braços. "Com certeza, minha senhora."
A ver vamos como nos aguentaremos nesta escalada sob comando dos nossos "geniais" governantes e restantes parceiros da "iluminada" classe política.  

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Árvore de Natal...

 
cultivada. 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Menino Jesus


Diz quem sabe que a lenda do Menino Jesus da Cartolinha recua a um período situado no início do século XVIII. Mas não é sobre a lenda que aqui escrevo, nem sobre o que retenho na memória de ter ouvido os meus queridos avós falarem das suas visitas à Sé de Miranda para olhar de perto esta figura minúscula do Menino Jesus vestido de fidalgo cavaleiro. Escrevo apenas para dizer que, nesta noite de consoada, penso nesta figurinha, que é o exemplo de como o humano e o divino se cruzam, e rogo-lhe, com fervor, pelo futuro do nosso país, para que recupere a dignidade, não perdendo nunca a sua identidade.
A todos, Bom Natal.

domingo, 25 de novembro de 2012

Em suspenso


Gosto deste grafite. Reparei nele quando, há dias, caminhava na Av. Marquês de Tomar para fazer umas compras numa das livrarias minhas preferidas em Lisboa. Recordei-me de uma frase de Agostinho da Silva (1906-1994): "Em lugar de - penso, logo existo - empregue o - sinto, e só existo quando sinto, e por sentir, o universo existe - ".

sábado, 6 de outubro de 2012

Vindimas no Alto Douro



O começo das vindimas nas margens do Douro é feito todos os anos, a partir de setembro. Os campos enchem-se de homens e mulheres que, manualmente, escolhendo com cuidado os cachos de uvas, vão colhendo uma das maiores fontes de riqueza do nosso país.
O vinhedo de onde saiu este cacho de uvas é de dimensões reduzidas, mas a opulência dos frutos que o seu chão produziu é inquestionável.  
Depois de terminada a colheita das uvas e de se experimentar a rara qualidade do seu sabor, vale a pena permanecer na terra transmontana, conhecendo melhor a sua gente e apreciando com tempo a sua história.

sábado, 29 de setembro de 2012

Alqueire/Rasa



 Deslumbramento? Claro! Por esta rasa que me foi oferecida por um ancião, bem disposto e com memória invejável, residente numa localidade transmontana. Deparei com ela no "tapado" que o Sr. António possui na periferia da aldeia quando, do caminho público, entrei na propriedade por um portão largo que conduz a um terreiro relativamente extenso. No centro deste encontra-se um alforamento rochoso granítico onde, em tempos recuados, se malhou o cereal, e em torno do qual está situado o pequenino cercado reservado às plantas de jardim (canto predileto da esposa do Sr. António); o palheiro com paredes de granito e telhado forrado com telha de canudo; a curriça que serve de abrigo a  coelhos, galinhas e um rebanho de ovelhas (em tempos mais numeroso); o telheiro sob o qual estão arrecadadas as alfaias agrícolas e as muitas sacas cheias de amêndoas colhidas já este ano.
Muito obrigada, Sr. António, por esta preciosidade!
 
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Farsa de Inês Pereira

 - Elaboração de cenografia

 - Ensaio geral

- Apresentação ao público

Já que estou em Torre de Moncorvo, aproveitei para conhecer a Companhia de Teatro Alma de Ferro e, há um par de semanas atrás, fui ao Celeiro, antigo armazém de víveres, situado na extinta Estação de Caminho-de-Ferro de T. Moncorvo, hoje adaptado para sala de espetáculos.
Depois de apresentadas as personagens e resumida a trama com rapidez, assisti ao um ensaio, transformei a imaginação em teatro e imaginei uma cenografia possível para o texto vicentino A Farsa de Inês Pereira.
A proposta foi aceite e o cenário fez-se com pouco - tanto quanto este grupo sem verbas nem apoios o permite –, mas o suficiente para caber nele a história, as palavras, os atores (gente de alma gigante).
A peça foi estreada na sexta-feira, dia 21, e aplaudida de pé. Mais uma vitória a juntar à história deste grupo de teatro, que é de sucesso, feita de muito trabalho, inspiração (conseguida com muita transpiração, pois claro!), dedicação e espírito de equipa.
Parabéns pelo vosso trabalho, parabéns pelo vosso quarto aniversário acabadinho de fazer. Continuem a ter alma resistente.

domingo, 16 de setembro de 2012

Que se lixe a troika!



 
O meu fim de semana foi passado em Torre de Moncorvo, em pleno ambiente de vindimas. Num momento de crise aguda de recursos, para tudo, em Portugal, neste canto de Trás-os-Montes houve populares que quiseram mostrar não estarem “ausentes do mundo” aderindo ao protesto que se estendeu a todo o país “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas”.
Estive longe de testemunhar aquilo a que se pode chamar uma manifestação de peso mas, embora reduzido, o número de homens e mulheres presentes souberam gritar, com força e convicção, pelas suas aspirações em prol da liberdade, da igualdade, da justiça, valores que os agentes políticos e dirigentes deste nosso país, do alto da sua ignorância, continuam empenhados em destruir.

domingo, 9 de setembro de 2012

Domingo é para preguiçar...










 
Apeteceu-me "folhear" a Pasta das Imagens e olhar as muitas fotos que registei numa aldeia em Trás-os-Montes. Passei os olhos por doces e licores artesanalmente confeccionados, alfaias e práticas agrícolas, tradições religiosas da comunidade local...
Depois, continuando, deslumbrei-me com as imagens sobre a fiação de linho e a excelência do trabalho realizado pela hábil tecedeira. Relembrei o combinado (ainda não cumprido), contigo Inês, de agendar uma visita à oficina de trabalho desta transmontana. Aceito sugestões querida amiga.

 

sábado, 1 de setembro de 2012

Setembro

 


Há uns dias atrás li uma frase de Alex Smith que dizia:
"Do que mais gosto é do amarelo de Setembro, das manhãs de orvalho nas teias de aranha, dos dias de meditação na quietude, do clamor das gralhas, das folhas de bronze, do restolho salpicado de feixes de palha - mais do que o brilhante descontrolo de Maio, é o Outono que se adapta ao meu espírito."
Não posso estar mais de acordo. Benvindo mês do Outono!
 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Fim de Agosto em Trás-os-Montes




 
O Alto Douro prepara-se para a azáfama das vindimas e celebração da fartura e da grandeza do vinho perfumado, saboroso, perturbante. Trás-os-Montes já não se difunde generosamente na pureza da água leal e salutar como noutros tempos.
Em Felgar o sussurro das águas correntes é cada vez mais fraco.

domingo, 26 de agosto de 2012

Circuito domingueiro

   Partida: Sintra

 Paragem para lanche: Leitaria Camponeza (Baixa de Lisboa)


 Pequeno "giro": do Castelo de S. Jorge ao...

Padrão dos Descobrimentos.

 
Acompanhar a última etapa da Volta a Portugal em Bicicleta foi apenas um pretexto para fazer este circuito. Correu tudo "sobre rodas"!

sábado, 25 de agosto de 2012

Senhora do Castelo


 

 

As festividades em honra de Nossa Senhora do Castelo celebram-se, este fim-de-semana, na pequenina aldeia de Adeganha (concelho de Torre de Moncorvo/ Trás-os-Montes), infelizmente, este ano, inseridas num cenário natural triste, devastado por um incêndio que ocorreu à poucas semanas reduzindo o coberto vegetal local a um monte de cinzas e troncos de árvores carbonizados.
A ideia de policromar a envolvente do caminho de acesso ao santuário da Senhora do Castelo foi posta em prática graças à cumplicidade do Grupo de Amigos da Adeganha que, através de ideias simples mas cheias de criatividade, acabou por inspirar uma nova abordagem a esta celebração religiosa, incentivando os residentes da aldeia a criar as próprias decorações festivas com temas florais.
Ideias positivas e projetos suficientemente simples para serem feitos por qualquer pessoa e desencadear um movimento de mobilização, aproximação e entusiasmo comunitário. Oxalá inspire outros olhares atentos à importância de iniciativas como estas; oxalá estes gestos gradualmente se abram a práticas e terrenos mais amplos e diversificados; oxalá hoje e amanhã a Festa de Nossa Senhora do Castelo se afirme como celebração religiosa que é, mas também como evento que deixa um impacto positivo e que será, certamente, a antítese de algumas "festinhas" correntes que se celebram, um pouco por todo o país e que, infelizmente, têm tendência para se apresentarem sob forma degenerada e confusa, em quadros conceptuais que tornam cada vez mais dificil a identificação dos seus principais leitmotifs.
Daqui (a mais de 400 quilometros de distância) envio o desejo de que esta seja uma festa muito participada.

(PS: Créditos de imagem (1.ª foto): André Tereso)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

De Felgar até Silhades...

enquanto as barragens das águas do Baixo Sabor o permitirem.