domingo, 27 de novembro de 2011

Fado, Património Imaterial da Humanidade









Fado
José Malhoa, 1910.

Quem diria que, um século depois de ter sido retratado por Malhoa, o Fado, enquanto canção, que o pintor concebeu "inerte e enleante a escorrer do corpo sensualíssimo da fadista ou da boca entreaberta do seu desgraciador", seria hoje declarado, pela UNESCO, Património Imaterial da Humanidade.
Congratulações ao Fado, aos Fadistas, a Portugal.

sábado, 26 de novembro de 2011

mapa-múndi


O mundo a precisar de conserto.
Para quem quiser ver de perto basta passar pela Rua de São Bento, em Lisboa.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Era um mestre a trabalhar o barro...












Uma visita rápida a Árgea, mas com tempo suficiente para ouvir histórias de vida maravilhosas, vividas pelo oleiro António Francisco Cardoso, recordadas e contadas pelos seus filhos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cântaro de barro























"A primeira e mais valiosa referência a um púcaro ornamentado, que conheço, faz parte de um dos Diálogos de Francisco de Morais, autor do Palmeirim de Inglaterra. Uma mulher do povo, regateira na Ribeira de Lisboa, está disposta a casar com um seu antigo namorado, moço de estribeira, recém-chegado de Flandres. E gaba-lhe, retrospectivamente, mas com a mira no futuro, os encantos da sua casinha, no bairro marítimo de Alfama. Entre outros arranjos primorosos, louva a sua cantareira, vão de parede sem porta, em que era costume resguardar as indispensáveis vasilhas, a saber: uma talha grande, bojuda, para depósito de água; outra menor, para ser levada à fonte, acompanhada em geral do púcaro, preso na asa com um cordel; e, além disso, algum exemplar solto para regalo das visitas, emborcado sobre um pratel. Esse tal seria o de cunho artístico:
                        … que como determinava receber-vos por marido, me esmerava em tudo, tendo a minha cantareira alva como a neve, e talhas vermelhas como sangue, postas nela; [e] púcaro de Estremoz, pedrado por dentro, com serpinha no meio, feira do mesmo barro; e porque era antigo, dei-lhe uma cerada, parecia quase novo".
                                                                        Carolina Michaelis Vasconcellos. 1957. Algumas Palavras a Respeito de Púcaros de Portugal.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Brumas


















Não, esta não é uma miragem de Avalon. É a vista privilegiada que a minha janela oferece.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"keramos": argila




Ao olhar para este quadro, veio-me à memória uma frase da autoria de Giuseppe Liverani. Segundo este autor, por cerâmica podemos entender a terra sobre a qual interveio a mão do Homem e a ação consolidadora do fogo, para a transformar em objetos utilitários ou decorativos; um processo que convoca a presença de três elementos: a terra, a arte humana e o fogo.
Este baixo-relevo faz o mesmo resumo, no próprio barro.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Novembro

Com a chegada do mês de Novembro, parece-me que desta vez chegou (a valer) também o outono, a estação das cores misteriosas.

“Estas primeiras horas de Novembro que tingem de vermelho as folhas das trepadeiras, como uma mancha de sangue, intensa, abrupta, sobre um escudo. O resto é ouro, duma ponta à outra, e podeis expô-lo, no tapete de musgo tecido pelos duendes e enfeitado pelas fadas”.
R. Browning