segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tarefas para o azeite

Quando há uns anos li um texto da etnóloga Margarida Ribeiro (1969) sobre vasos de barro (tarefas) utilizados como reservatórios separadores do azeite da "água-ruça", produzidos em Asseiceira, estava longe de imaginar que ainda hoje seria possível encontrar, no mesmo local, e na mesma família que então serviu de informante para o trabalho daquela autora, a produção destes mesmos vasos.
Nessa publicação, as tarefas são descritas do seguinte modo:

"Constituída por duas partes distintas: a cabaça, semelhante a um pequeno pote, é provida de um pequeno sangrador ou orifício através do qual sai a água-ruça; e a taça ou depósito, que constitui o postiço ou acrescentamento.
É executado segundo a técnica de rolos aplicados em anel e a pouco e pouco, por meio de acrescentamentos sucessivos de 3.
O fundo ou a base da cabaça é aberta na «roda» (de oleiro) e modelada ali até uma altura de cerca de 10 centimetros, a partir da base.
Logo que esta primeira peça se encontra seca e pronta a receber os primeiros 3 rolos, aplica-se-lhe, aguardando-se que estes sequem para lhes ligar o acrescentamento seguinte, constituído por outros 3 rolos de barro.
(...) Intervém na modelação uma palmatória ligeiramente côncava, uma maceta em forma de foicinha e uma palmatória de superfície plana".

Hoje, o processo de execução das tarefas constínua a ser o mesmo e podemos encontrar exemplares belíssimos à venda na olaria do Sr. José Miguel Figueiredo, em Asseiceira.

                                              «Tarefas» para depuração de azeite.

                                 Palmatórias usadas na modelação das tarefas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sardoal avistado pelo buraco da fechadura

Muitas mais portas e fechaduras haveria para registar em imagem... infelizmente não houve tempo sequer para paragens e apontares da máquina fotográfica para estas e outras preciosidades que o surpreendente Sardoal contém. Prometo lá voltar mas, dessa vez, com mais tempo para palmilhar cada avenida rua ou travessa desta vila ribatejana.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cegonhas, donas do seu ninho.

Estou cansada, mas feliz. Voltei a fazer trabalho de campo. Regressei ao Ribatejo, em busca do que ainda vai restando da arte de trabalhar o barro. Decidi percorrer as terras ribeirinhas do Tejo. Comecei por Coruche. O cartão de boas vindas foi per-fei-to!