sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mark Twain


Estou a ler  A Viagem dos Inocentes, o primeiro livro publicado por Mark Twain, em 1869. Fala da viagem que fez, a bordo do paquete a vapor Quaker City, desde os Estados Unidos da América até à Terra Santa, passando pela Europa.
Deixo um pequeno excerto da descrição da passagem do autor pelas ilhas dos Açores:

"Assim, guinámos em direcção à ilha mais próxima do arquipélago, o Faial (a que as pessoas de lá chamam Fá-i-ol). Abrigámo-nos no ancoradouro da Horta, a meia milha da costa. A cidade tem oito a dez mil habitantes. As suas casas branquinhas como a neve aninham-se muito aconchegadas no meio de um mar de vegetação verde e fresca, e não há povoado mais encantador do que este. Senta-se ao colo de um anfiteatro de colinas que têm entre trezentos e setecentos pés de altura, e que se acham todas cultivadas até ao cimo, sem um palmo de terra sequer ao abandono. Cada campo e cada hectare apresenta-se recortado em pequenas quadrículas cercados por muros de pedra que servem para proteger as horta dos vendavais destrutivos que por aqui sopram. Estas centenas de quadradinhos verdes, contornados por muros de lava negra, dão às colinas a aparência de enormes tabuleiros de xadrez".

Mas não se pense que a estada em território português são só elogios. Longe disso. Não nos livramos também do sarcasmo do "pai da literatura americana".
Vale bem a leitura.

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