sábado, 30 de abril de 2011

Festival Internacional da Máscara Ibérica

Hoje teve lugar, em Lisboa, a VI edição do Festival Internacional Máscara Ibérica. Os grupos participantes desfilaram desde a Praça do Comércio até ao Rossio. A participação não esteve ao nível do evento a que assisti no ano 2009 mas, ainda assim, houve animação suficiente para "encher" a Rua Augusta. Parabéns aos agrupamentos espanhóis, presentes em maior número, animação e ruíííííído. Impossivel também ficar indiferente à imaginativa indumentária dos The Mummers (Irlanda) e dos Boes e Merdules que vieram da Sardenha.
Hah!... falta dizer que o São Pedro também ajudou - a chuva só começou a cair quando os disfarçados concluiram a marcha.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Museu CIMPOR (Alhandra)


Vista parcial do exterior da Fábrica CIMPOR

Tabela descritiva do processo de fabrico de cimento
Vista parcial da sala de laboratório
Aproveito este espaço para louvar a iniciativa da Fábrica CIMPOR, em Alhandra, na decisão de instalar um museu, no seu parque industrial, visando a preservação, realce e divulgação do seu património histórico e industrial. O espaço museológico está distribuído por dois edifícios. Um deles acolhe uma reprodução do forno contínuo original, introduzido na empresa desde meados da década de 1890 nesse mesmo edifício. O outro corresponde às antigas instalações laboratoriais da Fábrica de Cimento Tejo, designação que está na origem desta unidade fabril. O Laboratório, agora remodelado e adaptado para funções museológicas, foi inaugurado em 1932 e manteve-se em funcionamento até ao ano de 1976. Um verdadeiro tesouro da arqueologia industrial.


Vista parcial do interior do forno

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril de 1974 - aniversário da revolução

Em Portugal, "no dia 24 de Abril de 1974, o regime político construído por Salazar parecia tão consolidado como em 1968, quando Marcello Caetano fora nomeado, por Américo Tomás, presidente do Conselho. À superfície tudo decorria em plena rotina.
Quarenta e oito horas depois, os espíritos concordavam que a sua queda havia sido irreversível e necessária. A rapidez com que a acção militar se desenrolou e a aparente facilidade da vitória do Movimento das Forças Armadas sobre as forças que defendiam o governo de Marcello Caetano concorreram para essa opinião. Uma sensação geral de alívio percorreu a sociedade: finalmente, o Estado desembaraçava-se do regime ditatorial e corporativista que tinha levado o país para o beco sem saída da guerra colonial".
                                                                                                                      José Mattoso (dir.). História de Portugal.

domingo, 24 de abril de 2011

Boa Páscoa!


Já chegou. E vem em forma de ovo colorido... oxalá seja um bom augúrio para os tempos que se avizinham.

sábado, 23 de abril de 2011

Coelho da fertilidade

Não tenho memória da data em que entrou cá em casa e se juntou aos outros objectos decorativos que adornam as prateleiras das estantes. Faz companhia aos livros desde os tempos da minha infância.
Sempre carregou na cesta uma vela em forma de ovo (se calhar uma alusão à Páscoa ou, quem sabe, a Astarte, a deusa da fertilidade).
É feito de faiança e vidrado com vidro de base branca opaca. Infelizmente não tem identificação do local de fabrico.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Coelho da Páscoa

O Coelho da Páscoa está a ultimar a pintura dos ovos. Resta pouco tempo... e os lugares secretos do jardim têm que ficar preenchidos com surpresas coloridas. 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A produção cerâmica entre os indígenas zunhi

A imagem mostra uma mulher zunhi (Arizona, EUA), transportando um pote de cerâmica à cabeça. Entre esta comunidade indígena, a distinção da produção pictórica aplicada aos objectos de cerâmica marca uma divisão sexual. Os motivos geométricos têm conotações femininas e, nesse sentido, são realizados pelas mulheres. Aos homens está atribuída a pintura de temas naturalistas, tendo na base uma intenção narrativa.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Jogo do cântaro

                                Bruegel. Combate do Carnaval e da Quaresma (pormenor).

O jogo da panela é uma prática que remonta a vários séculos atrás. Em 1559 Bruegel ilustra esta prática no quadro intitulado Combate do Carnaval e da Quaresma.
Este jogo, também realizado em Portugal por alturas do Entrudo e da Páscoa, foi em tempos idos muito frequente. Hoje faz parte das memórias do passado, ainda que recente.
Segundo relato escrito deixado pelo Abade de Baçal, no Vimioso (Caçarelhos e outras aldeias), por ocasião da Páscoa, jogava-se o cântaro com uma vasilha de barro, formando para isso uma fila e arremessando o cântaro de diante para trás. Quando o lançador do cântaro fazia um "mau lance", ou o apanhador não era suficientemente lesto, o resultado era a quebra do objecto de barro. Era, então, a vez de aquele que falhou apresentar um novo cântaro e prosseguir o jogo.
Outra autora, Maria do Guadalupe Transmontano Alexandre (1976) refere que em Castelo de Vide, no dia da «Festa de Flôs» (Páscoa), usavam as raparigas levar de suas casas as panelas rachadas, ou que já não tinham uso, com que jogavam nas ruas até aquelas se fazerem em cacos.

sábado, 16 de abril de 2011

Pote de barro

Eis um exemplo perfeito de objecto de barro que está longe da função inicial para a qual foi originalmente idealizado. Quando há três décadas atrás se falava de potes de barro, pensava-se em recipientes para armazenar alimentos (sólidos ou liquidos), para adornar com flores...
Este que se vê dependurado no espelho retrovisor de um carro é um perfumador. Na sua execução foram introduzidas substâncias aromáticas na composição da pasta, para conferir cheiro ao próprio barro. Depois de cozida, esta miniatura de pote foi enchida com ervas aromáticas.
Garanto-vos que resulta!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mark Twain


Estou a ler  A Viagem dos Inocentes, o primeiro livro publicado por Mark Twain, em 1869. Fala da viagem que fez, a bordo do paquete a vapor Quaker City, desde os Estados Unidos da América até à Terra Santa, passando pela Europa.
Deixo um pequeno excerto da descrição da passagem do autor pelas ilhas dos Açores:

"Assim, guinámos em direcção à ilha mais próxima do arquipélago, o Faial (a que as pessoas de lá chamam Fá-i-ol). Abrigámo-nos no ancoradouro da Horta, a meia milha da costa. A cidade tem oito a dez mil habitantes. As suas casas branquinhas como a neve aninham-se muito aconchegadas no meio de um mar de vegetação verde e fresca, e não há povoado mais encantador do que este. Senta-se ao colo de um anfiteatro de colinas que têm entre trezentos e setecentos pés de altura, e que se acham todas cultivadas até ao cimo, sem um palmo de terra sequer ao abandono. Cada campo e cada hectare apresenta-se recortado em pequenas quadrículas cercados por muros de pedra que servem para proteger as horta dos vendavais destrutivos que por aqui sopram. Estas centenas de quadradinhos verdes, contornados por muros de lava negra, dão às colinas a aparência de enormes tabuleiros de xadrez".

Mas não se pense que a estada em território português são só elogios. Longe disso. Não nos livramos também do sarcasmo do "pai da literatura americana".
Vale bem a leitura.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Em Abril águas mil


Diz o ditado que é próprio do mês de Abril as águas serem às mil.
Na praia nem só as águas do mar,  e os grãos de areia, estão lá para serem encontrados...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Oleira mexicana

Esta imagem, que eu considero belíssima, foi retirada do livro As Raças Humanas (1988), uma publicação da Resomnia Editores, mostra uma oleira indígena de Amatenango (estado de Chiapas, no México).
Não conheço a realidade actual deste país, em termos de produção olárica, mas nas décadas de 1970-80 ainda era comum a execução de peças de olaria sem recurso ao torno alto (vulgo roda de oleiro). Entre os objectos modelados predominava a loiça utilitária.
No fabrico de recipientes, geralmente realizado por mulheres, recorriam à técnica de rolo e à sua cozedura em fornos de lenha.  

domingo, 10 de abril de 2011

World Press Cartoon


Com o fim-de-semana já em contagem decrescente, tempo ainda para passar no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, para visitar a 7.ª edição do World Press Cartoon. Este ano com 501 trabalhos expostos, dedicados sobretudo aos escândalos da Igreja Católica, ao wikileaks, à poluição ambiental, à salvação dos mineiros chilenos e a uma tal criatura que responde pelo nome de Silvio Berlusconi.

sábado, 9 de abril de 2011

Museu da Água: Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos



A Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos faz parte dos quatro núcleos do Museu da Água de Lisboa (os outros são o Aqueduto das Águas Livres, o Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras e o Reservatório da Patriarcal), está instalado num edifício construído no século XIX, na Rua do Alviela, em Lisboa.
Esta estação elevatória, inaugurada a 3 de Outubro de 1880, é hoje um lugar musealizado que merece ser visitado. Não só pela sua beleza arquitectónica, como também pela riqueza do espólio tecnológico, e podermos ainda ficar a conhecer a história da evolução do abastecimento de água na cidade de Lisboa. O acervo, riquíssimo e raro (no qual se percebe ir já sendo necessário dedicar maior atenção, nomeadamente na intensidade de luz a que os objectos estão expostos, por parte dos técnicos responsáveis desta instituição), merece ser preservado, divulgado e conhecido.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Peniche tem uma varanda debruçada sobre o mar



Hoje estive em Peniche. Visitei o farol do Cabo Carvoeiro e, a caminho, descubri uma construção natural que é, no minímo, insólita: a Varanda de Pilatos. Trata-se de uma cavidade no interior de uma rocha existente no lado poente desta localidade peninsular. Fica perto da Capela da Senhora dos Remédios.
Segundo a lenda, por volta do século VII, o território que corresponde hoje à cidade de Peniche terá sido invadido por sarracenos. Os habitantes locais, devotos da Virgem dos Remédios, receando que a imagem da santa fosse profanada, decidiram escondê-la numa gruta cavada nos rochedos das imediações do Cabo Carvoeiro.
Já no final do século XII, em pleno reinado de D. Afonso Henriques, um criminoso foragido, procurou refúgio nas cavernas da costa ocidental da ilha (neste período Peniche era ainda insular), recolhendo-se na mesma gruta onde, quantrocentos anos antes, a imagem da Virgem havia sido escondida. Surpreendido com a descoberta, não se conteve e revelou o achado a um grupo de crianças que brincavam ali por perto.
As crianças correram a dar a notícia a seus pais e, em pouco tempo, toda a povoação se dirigiu ao local para admirar o achado precioso. Por prudencia, decidiram levá-la para a Igreja de S. Vicente, na zona norte do povoado, porém, por mais do que uma vez aconteceu a imagem desaparecer para voltar a ser vista na mesma gruta onde fora encontrada.
A comunidade convenceu-se que essa seria a vontade da Virgem e ergueram no local uma capelinha, escavada na própria rocha, que corresponde ao nicho situado no lado esquerdo do corpo da actual Capela de Nossa Senhora dos Remédios.