sábado, 31 de dezembro de 2011

Bom Ano de 2012!


Que o ano de 2012 traga mais cor à Terra e a todos os seres que habitam nela.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Carta ao Pai Natal



Querido Pai Natal,

Na noite de 24 de Dezembro não te esqueças de colocar um presente no sapatinho de todos aqueles que se portaram bem durante o ano. Por isso, esquece lá os (maus) governantes deste país, a União Europeia, o FMI, a "Troika" e demais comparsas, que todos os dias nos tentam convencer a deixar de acreditar em ti.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A propósito de cântaros de barro...


O cântaro é jogado
pelo ar, de mão em mão.
traz e leva segredinhos
até se quebrar no chão.

Existem várias localidades onde em tempos se praticava o jogo de lançar de mão em mão um cântaro, até ele cair ao chão e partir. Não sei se essa prática alguma vez existiu na Nazaré, mas achei esta imagem sugestiva... porquê? Não sei.  

domingo, 27 de novembro de 2011

Fado, Património Imaterial da Humanidade









Fado
José Malhoa, 1910.

Quem diria que, um século depois de ter sido retratado por Malhoa, o Fado, enquanto canção, que o pintor concebeu "inerte e enleante a escorrer do corpo sensualíssimo da fadista ou da boca entreaberta do seu desgraciador", seria hoje declarado, pela UNESCO, Património Imaterial da Humanidade.
Congratulações ao Fado, aos Fadistas, a Portugal.

sábado, 26 de novembro de 2011

mapa-múndi


O mundo a precisar de conserto.
Para quem quiser ver de perto basta passar pela Rua de São Bento, em Lisboa.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Era um mestre a trabalhar o barro...












Uma visita rápida a Árgea, mas com tempo suficiente para ouvir histórias de vida maravilhosas, vividas pelo oleiro António Francisco Cardoso, recordadas e contadas pelos seus filhos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cântaro de barro























"A primeira e mais valiosa referência a um púcaro ornamentado, que conheço, faz parte de um dos Diálogos de Francisco de Morais, autor do Palmeirim de Inglaterra. Uma mulher do povo, regateira na Ribeira de Lisboa, está disposta a casar com um seu antigo namorado, moço de estribeira, recém-chegado de Flandres. E gaba-lhe, retrospectivamente, mas com a mira no futuro, os encantos da sua casinha, no bairro marítimo de Alfama. Entre outros arranjos primorosos, louva a sua cantareira, vão de parede sem porta, em que era costume resguardar as indispensáveis vasilhas, a saber: uma talha grande, bojuda, para depósito de água; outra menor, para ser levada à fonte, acompanhada em geral do púcaro, preso na asa com um cordel; e, além disso, algum exemplar solto para regalo das visitas, emborcado sobre um pratel. Esse tal seria o de cunho artístico:
                        … que como determinava receber-vos por marido, me esmerava em tudo, tendo a minha cantareira alva como a neve, e talhas vermelhas como sangue, postas nela; [e] púcaro de Estremoz, pedrado por dentro, com serpinha no meio, feira do mesmo barro; e porque era antigo, dei-lhe uma cerada, parecia quase novo".
                                                                        Carolina Michaelis Vasconcellos. 1957. Algumas Palavras a Respeito de Púcaros de Portugal.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Brumas


















Não, esta não é uma miragem de Avalon. É a vista privilegiada que a minha janela oferece.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"keramos": argila




Ao olhar para este quadro, veio-me à memória uma frase da autoria de Giuseppe Liverani. Segundo este autor, por cerâmica podemos entender a terra sobre a qual interveio a mão do Homem e a ação consolidadora do fogo, para a transformar em objetos utilitários ou decorativos; um processo que convoca a presença de três elementos: a terra, a arte humana e o fogo.
Este baixo-relevo faz o mesmo resumo, no próprio barro.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Novembro

Com a chegada do mês de Novembro, parece-me que desta vez chegou (a valer) também o outono, a estação das cores misteriosas.

“Estas primeiras horas de Novembro que tingem de vermelho as folhas das trepadeiras, como uma mancha de sangue, intensa, abrupta, sobre um escudo. O resto é ouro, duma ponta à outra, e podeis expô-lo, no tapete de musgo tecido pelos duendes e enfeitado pelas fadas”.
R. Browning

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

domingo, 30 de outubro de 2011

Vem aí o Halloween











Missão de hoje:
descobrir uma abóbora e esculpir-lhe uma carantonha. Depois... esperar pelos "maus espíritos" e fazer-lhes uma travessura. J 

sábado, 29 de outubro de 2011

Há mais vida para além da janela

Lisboa: Rua de São Bento

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Será que é desta que os ventos mudam



Hoje acordámos com o dia ligeiramente mais fresco, as temperaturas um pouquinho mais baixas.
Será que é desta que chega, finalmente, o outono? Será que é desta que os ventos, finalmente, mudam?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Venda de olaria na Praça Nova de Constância


Esta imagem reporta-se à vila de Constância, no início do séc. XX (?), - perto de Vila Nova da Barquinha - e à sua Praça Nova, junto ao horto camoniano.
Enquanto um grupo de populares conversa ou caminha no rossio, alguns vendedores oleiros (?) aguardam a chegada de clientes que lhes comprem tachos, cântaros, garrafões …, tudo feito de barro, claro.

Um aparte para quem seja apreciador de doçaria regional: do lado direito do pelourinho que vemos na imagem existe uma casa que vende os afamados “queijinhos do céu”, primorosamente embrulhados em embalagem de papel colorido dobrado, moldada e recortada pelas mãos hábeis dos donos da pastelaria. Quase apetece manter intocável a delicada caixinha rendada, não fosse a doce tentação que tem lá por dentro!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

De luz e de sombra

Falar sobre a cor é falar, entre outras coisas, de sentimentos (frequentemente contraditórios). A mesma cor, em ocasiões distintas, pode exercer sobre nós diferentes sensações. Esse efeito pode ser determinado, por exemplo, pelo contexto em que elas se apresentam. Uma mesma cor pode ser suave e agressiva, agradável ou inadequada, gerar sentimentos positivos ou negativos.
Nesta imagem, o silêncio do branco, a tranquilidade do verde, e o refrescante e acolhedor vermelho do vaso de barro trouxeram-me à memória os suaves aromas que os dias serenos de outono contêm. 

domingo, 9 de outubro de 2011

Parabéns a você...










(...) hoje é dia de festa...










e, para comemorar, houve tarte de maçã. Hum!! Delicious!!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs

Steven Paul Jobs  1955-2011

O papel singular dos criadores é o de oferecer ao mundo uma coisa que não ocorreria a ninguém pedir, mas que, uma vez aceite, ninguém dispensa usar. 


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A República comemora 101 anos























5 de Outubro  de 2011 – Comemoração do 101.º aniversário da implantação da República em Portugal.
Olhando à volta e vendo o desnorteio em que se move este país, apetece libertar gritos de indignação, de raiva, dizer basta. Paramos ou avançamos, teimamos ou desistimos. Será que só nos resta esperar?
Canção da paciência (autor: Zeca Afonso)
Muitos sóis e luas irão nascer
Mais ondas na praia rebentar
Já não tem sentido ter ou não ter
Vivo com o meu ódio a mendigar

Tenho muitos anos para sofrer
Mais do que uma vida para andar
Beba o fel amargo até morrer
Já não tenho pena sei esperar

A cobiça é fraca melhor dizer
A vida não presta para sonhar
Minha luz dos olhos que eu vi nascer
Num dia tão breve a clarear

As águas do rio são de correr
Cada vez mais perto sem parar
Sou como o morcego vejo sem ver
Sou como o sossego sei esperar

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Andar pela sombra



















Domingo, dia 2 de outubro.
Depois de de termos uma semana com dias quentes e abafados, chegámos ao domingo e nada se alterou. Esteve, mais uma vez, um dia seco e sem qualquer sopro de vento, como se estivéssemos em pleno verão.
Andei à procura de sombras ao longo da serra de Sintra.

sábado, 1 de outubro de 2011

Este calor que teima em ficar...

... e não deixa o Outono entrar!


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Na “Feira do Monte” amontoam-se os barros


Esta fotografia reporta-se ao período 1900-1915. É da autoria de José Benedicto Hidalgo de Vilhena. Mostra um pormenor da já extinta “Feira do Monte”, em Santiago de Cacém (Setúbal).

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tigeladas de Abrantes



"Dizes Ribatejo e cresce-te água na boca, ao pensares nas bojudas terrinas de sopa da pedra, tão cheias de bons bocados, no paladar requintado do sável na telha, nas caldeiradas, devoradas com pressa gulosa (...)" (António Manuel Couto Viana) 
E, acrescento eu, nas tigeladas gulosas, ainda mais aromáticas quando cozidas, devagarinho, em tigelinha de barro.
Em Atalaia produzem-se ainda, singelas, de barro vermelho e fosco. E é vê-las sair, para dar seguimento à tradição da feitura do doce nas tigelas de parede arredondada e grossa.
Para os curiosos a imagem. Para os gulosos a receita:

TIGELADAS DE ABRANTES
Ingredientes: 12 ovos; 1 litro de leite; 500g de açúcar; 125g de farinha; sal.

Preparação: Metem-se no forno bem quente as tigelas de barro não vidrado e enxutas. Deixam-se aquecer bem.
Num recipiente alto batem-se, durante meia hora, os ovos inteiros com o açúcar, a farinha e uma pitada de sal. Mexendo, adiciona-se o leite a pouco e pouco.
Tem-se uma concha com cabo comprido e com esta deita-se o preparado nas tigelas, que devem estar muito quentes. Deixa-se cozer durante cerca de 20 minutos. Desenformam-se as tigeladas assim que sairem do forno. (Retirado do livro Cozinha Tradicional Portuguesa)

sábado, 10 de setembro de 2011

A Feira do Largo do Chaveiro, em Benavente



O desenho, da autoria de Alfredo Betâmio, foi feito na década de 1950 e ilustra a feira que se realizava no Largo do Chaveiro, em Benavente. Também por lá se encontravam pacientes vendedores de barros de olaria, e havia sempre quem quisesse, quem precisasse, de uma panela "feijoeira", um tacho, um alguidar, uma tigela "tendeira".  

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Trabalho de gabinete


















Escrever, escrever, escrever. Pesquisar, pesquisar, pesquisar... bah!
Está um sol radiante lá fora. Um dia convidativo para um passeio, para uma caminhada, para beber  um café sentada numa esplanada... e eu fechada num gabinete.

sábado, 3 de setembro de 2011

Encordoar





















A técnica de encordoar (ou acordoar) requer prática e cadência certa na sua execução. Consiste na aplicação de um efeito relevado, geralmente com perfil ondulado ou linear, no perimetro das peças de barro (potes, talhas, jarras, etc.).
Parece fácil, sobretudo quando é feito pelas mãos de mestres como o Sr. Domingos Silva mas, entre palavras e gestos exemplificativos, este oleiro lá foi confessando que «são precisos muitos anos para isto parecer que não custa nada...».

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Hopi potter



















Hoje, partilho esta imagem de uma índia Hopi a adornar louças de olaria. Foi fotografada por Edward Curtis, em 1906.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Os barros, pela mão de Pablo Picasso e Júlio Pomar


A primeira imagem é uma reprodução do «Etude pour trois femmes à la fontaine», autoria de Picasso, datado de 1921. Pertence ao Museu Picasso (Paris).
O segundo foi desenhado por Júlio Pomar. Encontrei-o nas Mulheres do meu País, um livro da autoria de Maria Lamas (1950)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Senhora da Praia das Maçãs

O mês de agosto traz consigo um ar de festa, de férias, de dolce fare niente.
Ontem, na Praia das Maçãs (Sintra), a festa foi em honra de Nossa Senhora da Praia - e dizem os locais que a tradição manda que se repita todos os anos. A procissão, como de costume, saiu de uma pequenina ermida, percorreu as ruas ladeadas pelo casario com portas e janelas engalanadas de flores e colchas coloridas, terminando no areal da praia, junto às águas do mar.
Quem assistiu ao ritual foi ainda surpreendido com a passagem de uma aeronave que sobrevoou o sítio onde se concentraram os andores com as imagens dos santos, deixando para trás um rasto de pétalas de flores vermelhas.
Um dia de praia diferente. Gostei!








sábado, 27 de agosto de 2011

Concheiros de Muge




Muge (Ribatejo), para além de conter manchas argilosas bastante ricas e de óptima qualidade para serem trabalhadas nas olarias (das quais há notícia desde o neolítico), neste local também se encontram identificados vários concheiros, ou seja, pequenas covas feitas no solo, pelos homens do período mesolítico, onde eram guardados pequenos moluscos que lhes serviam de alimento.