sábado, 30 de janeiro de 2010

Por terras ribatejanas





Encontros inesperados...



Nem sempre a frequência de mensagens aqui deixadas acontece como eu mais desejaria. Ultimamente, ela tem antes correspondido àquilo que o meu pouco tempo livre vai permitindo.
Os preparativos para aquilo que eu chamo de “iniciação à tentativa de inclusão na comunidade dos etnógrafos-antropólogos” e a minha primeira saída para “o terreno” absorveram, quase por completo, as horas que preenchem os meus dias de trabalho.
Em boa verdade, devo confessar que me senti atraída pela ideia de fazer trabalho de campo decorriam ainda os tempos da minha formação académica. Mas é também verdade que em muitos momentos me questionei sobre “porque é que eu devo querer fazer trabalho de campo?”. Ora, se é certo que alguns poderão opinar que “a justificação para o trabalho de campo, tal como todas as diligências académicas, não reside na contribuição individual para a colectividade, mas antes num desenvolvimento egoísta qualquer.” (e aqui estou a citar Nigel Barley), é também verdade que uma investigação, acerca das “pessoas verdadeiras” não se coaduna com as abstracções nítidas daqueles que “nunca fizeram trabalho de campo” (como diz ainda o mesmo autor).
Esta é uma questão que, porventura, não deverá ser sobrevalorizada mas, pessoalmente, continuo a acreditar que é importante “lá estar”, que é importante “ter visto”.

Partilho aqui uma pequena amostra (uma muito ínfima parte) de imagens “sentidas” no decorrer desta minha primeira experiência.

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