sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O «Museu» como lugar de investigação


No post de 25 de Novembro de 2009 falei da definição de Museu, publicada pelo ICOM em 1974. Por comparação com a que tinha sido anteriormente publicada (1951), percebemos que as atenções se voltam agora também para a investigação, ou seja, o museu não se limita a ser um espaço de conservação, de observação e de exposição, como acontecia em 1951. Agora, ao museu associa-se a ideia de pesquisa, e com ela, os «testemunhos materiais» surgem em oposição à «colecção». Esses testemunhos são em relação ao Homem, e tanto podem ser artísticos (obras de arte) como utilitários. Mas podem também ser relativos ao meio e, neste caso, podemos estar a falar, por exemplo, de espécimes, plantas, etc.
Esta passagem terminológica de «colecção» para «testemunhos» trouxe, como implicação para os museus, uma abertura cada vez maior do seu espólio a todo o tipo de objectos – todos os objectos são valiosos, todos eles testemunham algo. No museu, o objecto vai estando cada vez menos hierarquizado.

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