sábado, 30 de janeiro de 2010

Por terras ribatejanas





Encontros inesperados...



Nem sempre a frequência de mensagens aqui deixadas acontece como eu mais desejaria. Ultimamente, ela tem antes correspondido àquilo que o meu pouco tempo livre vai permitindo.
Os preparativos para aquilo que eu chamo de “iniciação à tentativa de inclusão na comunidade dos etnógrafos-antropólogos” e a minha primeira saída para “o terreno” absorveram, quase por completo, as horas que preenchem os meus dias de trabalho.
Em boa verdade, devo confessar que me senti atraída pela ideia de fazer trabalho de campo decorriam ainda os tempos da minha formação académica. Mas é também verdade que em muitos momentos me questionei sobre “porque é que eu devo querer fazer trabalho de campo?”. Ora, se é certo que alguns poderão opinar que “a justificação para o trabalho de campo, tal como todas as diligências académicas, não reside na contribuição individual para a colectividade, mas antes num desenvolvimento egoísta qualquer.” (e aqui estou a citar Nigel Barley), é também verdade que uma investigação, acerca das “pessoas verdadeiras” não se coaduna com as abstracções nítidas daqueles que “nunca fizeram trabalho de campo” (como diz ainda o mesmo autor).
Esta é uma questão que, porventura, não deverá ser sobrevalorizada mas, pessoalmente, continuo a acreditar que é importante “lá estar”, que é importante “ter visto”.

Partilho aqui uma pequena amostra (uma muito ínfima parte) de imagens “sentidas” no decorrer desta minha primeira experiência.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Centro Cultural de Belém


«Silêncios» - Juan Muñoz. One Laughing at the Red Ball. 2000.




«Amália, Coração Independente»

Este é um dos espaços onde recorrentemente volto, porque sei que aqui o novo sempre acontece, mas também porque (talvez) procure na arte que aqui encontro uma espécie de compensação para a monotonia que muitas vezes o dia-a-dia nos impõe.
A exposição «Silêncios» já terminou no passado dia 10, mas a «Amália, Coração Independente» ainda vai estar lá até dia 31 deste mês. Revisitá-la parece-me uma óptima ideia...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Serra de Sintra




O dia esteve feio, invernoso e frio... mas a Serra é sempre linda!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A 6 de Janeiro celebra-se o Dia de Reis






Dizem que a romãnzeira foi introduzida no Ocidente desde a Pérsia e passando por África.
Entre nós, este fruto é sobretudo apreciado quando servido com açúcar e canela.
No Dia de Reis, aos amigos entrega-se, o símbolo nobre, a coroa, como garante de muita saúde e dinheiro ao longo do ano inteiro.


domingo, 3 de janeiro de 2010

Pastelaria Gregório



Para quem seja verdadeiro apreciador de um bom «pastel de nata», tem que obrigatóriamente visitar esta casa. Fica em Sintra e faz, muitas vezes, parte do meu roteiro de passeio de fim-de-semana.
Hoje, deliciei-me com uma fatia de tarte de amêndoa e chila... divinal!!!

sábado, 2 de janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O «Museu» como lugar de investigação


No post de 25 de Novembro de 2009 falei da definição de Museu, publicada pelo ICOM em 1974. Por comparação com a que tinha sido anteriormente publicada (1951), percebemos que as atenções se voltam agora também para a investigação, ou seja, o museu não se limita a ser um espaço de conservação, de observação e de exposição, como acontecia em 1951. Agora, ao museu associa-se a ideia de pesquisa, e com ela, os «testemunhos materiais» surgem em oposição à «colecção». Esses testemunhos são em relação ao Homem, e tanto podem ser artísticos (obras de arte) como utilitários. Mas podem também ser relativos ao meio e, neste caso, podemos estar a falar, por exemplo, de espécimes, plantas, etc.
Esta passagem terminológica de «colecção» para «testemunhos» trouxe, como implicação para os museus, uma abertura cada vez maior do seu espólio a todo o tipo de objectos – todos os objectos são valiosos, todos eles testemunham algo. No museu, o objecto vai estando cada vez menos hierarquizado.