quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Vem aí o Ano Novo!


Pouco mais de meia dúzia de horas nos separam de 2010. Na passagem de ano sugiro que tenham uma borracha na mão esquerda e um lápis de cor na mão direita. A borracha para apagar as coisas más e o lápis para colorir o ano novo que aí vem.
E que todos os nossos desejos se tornem realidade.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Natal dos Simples


(Mafra - Frente da Basílica)

Existe um Natal português, que ainda se vai comemorando por aldeias, vilas e cidades do nosso país, e que ainda vai mantendo (mais ou menos) intacta uma forte componente religiosa com mais ou menos variantes locais, mas que, de algum modo, continuam a enriquecer a tradição. Uma delas é, sem dúvida, o presépio.
Este, não sei porquê, pareceu-me evocativo do Natal dos Simples do Zeca.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Natal, às vezes.









O Natal esteve à porta, mas não entrou na casa de todos, ...ou pelo menos não de forma mais desejável.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal à porta!


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal





«Hoje, falar do Natal, época que muitos pretendem esconjurar mas que todos convocam, é falar de consumos. De muitos consumos. Poucos têm interesse em saber que a primeira referência ao Natal Domini remonta ao ano 336, do calendário juliano e que tomou o lugar das festas do solstício de Inverno, desde o tempo do Imperador Aureliano, que eram festas consagradas ao Natal Solis Invicti, festa mitríaca do "renascimento do Sol", também chamada Saturnais. Também já ninguém quer saber da decisão do papa Gregório que no ano de 354 fixou o dia 25 de Dezembro como o dia de nascimento de Cristo porque, até essa época, não se sabia a data exacta. Foi esse papa que entendeu contrapor às Saturnais a festa cristã do Natale de Cristo, o verdadeiro "Sol da Justiça". Durante quase duas dezenas de séculos, consoante as épocas e as ciscunstâncias, o Natal tem sido celebrado de forma mais religiosa ou profana, com fulgor ou indiferença, até à segunda metade do século XIX, época durante a qual, pela primeira vez, o Natal avança e entra para os hábitos de consumo, dos quais nunca mais voltou a sair. Quase todos os sinais da celebração pagã passaram para a ritualidade da festa religiosa e, como estamos na época, aí vão algumas avulsas vulgaridades que, de uma forma ou outra, são mencionadas todos os anos. O renascimento da luz nas trevas - lembrança do Sol, nascimento do Salvador -, era simbolizado pelas velas que se punham à porta das casas durante as Saturnais, e hoje substituídas pelas lâmpadas que iluminam casas e ruas. O tronco de Natal que ardia na noite de 24 de Dezembro, para as pessoas se poderem aquecer, lembrando o Sol e o seu calor, transformou-se num bolo de chocolate que acalma gulosos e agasalha o estômago. As decorações das casas romanas e edifícios públicos, com árvores, ramagens, azevinhos e coroas, têm continuação no afã com que nos nossos dias se compram pinheiros, se enfeitam com plásticos em forma de bolas, de coroas ou lá do que for, todos os cantos das nossas casas. Os nossos estimados governantes enfeitam a praça pública com o mesmo entusiasmo e interesse com que os senadores romanos mandavam enfeitar as praças deles. O azevinho, símbolo da fertilidade nos países escandinavos, é aceite pela cristandade como símbolo do sangue de Cristo que a cor das bagas invoca. As maçãs, as bolas de papel e todos os outros enfeites característicos da quadra são difundidos a partir da Inglaterra e é aí que se inventam os primeiros cartões de boas-festas que são divulgados pelos correios que tinham acabado de nascer. Santa Claus, São Nicolau ou Pai Natal, o legendário distribuidor de presentes, voando no céu sentado num trenó puxado por renas, afadigando-se a enfiá-las pela chaminé, é uma figura holandesa do século XVII, que só no séulo XIX se tornou conhecida do resto do mundo. O Pai Natal de vermelho, debruado a branco, foi criado em 1885 por Louis Prang, tipógrafo de Boston. Anos mais tarde foi aprefeiçoado por Haddon Sundblom, desenhador de publicidade da Coca-Cola, nos anos trinta, que produziu a imagem bem humorada do homenzinho de barbas brancas. Se alguma dúvida tivéssemos sobre a mundialização dos símbolos, aqui temos um exemplo da sua rápida transferência e adopção na nossa sociedade.»

In O Grande Livro de Natal

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Le Corbusier



Ah, se a solução fosse assim tão linear!
Pois então não se tem visto que a substituição da habitação horizontal por construção de alojamento vertical é precisamente um dos factores que tem favorecido e acelerado o desaparecimento de muitos hábitos culturais e sociais nas grandes cidades. Não é também o crescimento na vertical que tem vindo a introduzir o corte de relacionamentos de vizinhança entre as populações e o arrastamento das pessoas para concentrações habitacionais que funcionam apenas como dormitórios nas zonas periféricas das cidades?
Pelos vistos a fórmula não resulta.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Museu de Arte Popular de Lisboa - Reabertura







Acabei de ler uma notícia (aqui e aqui) que, a ser verdade, será, certamente motivo para celebrarmos a possibilidade de devolver a este espaço o papel e a importância que representou, representa e continuará a representar na vida cultural, social e também histórica desta cidade e do país.
Oxalá não sejam meras palavras...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

The view from the window


(Sobreiro - Mafra)

Por favor, colocar o correio na caixa.


(Lisboa - Estação de Entre-Campos)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Era uma vez um fruto que nasceu coroado...





Há quem o acuse de ser um fruto um tanto ou quanto insipido, pessoalmente, sempre o achei saboroso. Por tradição, compro sempre algumas por altura do Dia de Todos-os-Santos (1 de Novembro), mas enquanto durar o Inverno vão sempre havendo romãs cá em casa.
Fascina-me a sua morfologia, dourada com alguns laivos rosados por fora e cheia de pequeninos grãos de um carmesim translúcido por dentro, que se ajustam uns aos outros numa complexidade que se assemelha às construções alveolares das abelhas. Hah... e a coroa que lhe dá um aspecto de singular nobreza.
Antes de lhe retirar a casca destaco sempre a coroa, depois vou juntando o numero suficiente que chegue para distribuir pelos amigos no dia de Reis (6 de Janeiro), para lhes garantir dinheiro e saúde para todo o ano.