sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Os Cus de Judas





«(...) sou um homem de um país estreito e velho, de uma cidade afogada de casas que se multiplicam e reflectem umas às outras nas frontarias de azulejo e nos ovais dos lagos, e a ilusão de espaço que aqui conheço, porque o céu é feito de pombos próximos, consiste numa magra fatia de rio que os gumes de duas esquinas apertam, e o braço de um navegador de bronze atravessa obliquamente num ímpeto heróico.»
António Lobo Antunes. 1983. Os cus de Judas. p.33.

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