quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Nova definição de «Museu»


Na sequência do último post sobre museus aqui colocado, dedicado ao tema da definição ditada pelo ICOM em 1951, percebemos que essa definição tem nela incutida a ideia de que o museu é um estabelecimento permanente, pressupondo, por isso, uma oposição a uma exposição (enquanto acontecimento temporário). Associa o museu a um lugar de interesse público, em termos de educação, de transmissão de conhecimento e de valorização. E, para além de caber ao museu a missão de conservar, estudar e expor, esta definição acrescenta ainda outra implicação que está relacionada com a variedade das colecções, não apenas em termos de tempo (passado, presente), mas também no que refere aos objectos em si (vivos ou inanimados).
Em 1974 o ICOM publica nova definição de museu. Um acto que está estreitamente ligado às evidentes mudanças que foram acontecendo dentro da sociedade. Agora o museu é entendido como uma «instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, que faz pesquisa relativa aos testemunhos materiais do homem e do seu meio, adquire esses testemunhos, conserva-os, comunica-os e expõe com o objectivo de estudo, educação e deleite».
A primeira grande alteração em relação à anterior definição prende-se com a ideia, cada vez mais presente, de o museu ser olhado como instituição ao serviço da sociedade. Uma perspectiva para a qual muito contribuiu o papel dos eco-museus. De facto, com o surgimento dos eco-museus no final da década de 60, no século XX, o conceito de museu ao serviço da comunidade acentua-se e, é nesta sequência que o ICOM vem a decidir a redefinição da ideia de museu.

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