sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dia das Bruxas/ Halloween







Em Portugal é ainda pouco relevante a celebração do Halloween, mas até nisso a americanomania tem vindo a ganhar terreno. O Dia das Bruxas tem vindo, nos últimos anos, a impor-se como celebração da moda. Não admira, portanto, que nos próximos tempos deixemos de ouvir, no 1.º dia de Novembro, a expressão «Pão por Deus, Pão por Deus» que as nossas crianças pronunciam antes de se abrirem as portas das casas onde tocam, substituindo-a pelo «Trick or Treat» (Doce ou Travessura) que os miúdos americanos apregoam às portas que se abrem na última noite do mês de Outubro.
Lamentamos muitas vezes a morte de tradições que são tão nossas, mas esquecemos que somos nós os primeiros a contribuir para isso.
Existe um imaginário riquíssimo que é português e que tem ainda tanto por explorar. Motivos de inspiração é o que não falta neste nosso país para sair p’rá rua e comemorar o nosso Dia de Todos os Santos.

2 comentários:

  1. Na verdade, a minha perspectiva sobre este fenómeno é um pouco diferente.
    Não me choca – no fundo sinto até que faz todo o sentido, que era inevitável – que antigas tradições pagãs, pré-cristãs, venham reclamar o lugar de direito que de certa forma lhes foi usurpado pela nova religião.
    E se é um facto que o fenómeno da celebração do Halloween chegou até nós recentemente por influência dos americanos, a verdade é que o Samhain, que lhe terá dado origem, estava ligado às antigas tribos celtas que tiveram forte presença nas Ilhas Britânicas e que andaram também pela Península Ibérica, sendo talvez muito mais europeu do que americano.

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  2. Mas a questão que se coloca nada tem a ver com a vertente pagã, ela é até salutar - embora saibamos que o Dia de Todos os Santos, tal como o Dia de Finados foi, no caso português, estabelecido pela Igreja Católica para «apagar» os vínculos pagãos desta festa –, afinal o nosso «Pão por Deus» (1 de Novembro) é, nada mais nada menos, que uma variante do «Doce ou Travessura» que os americanos celebram na noite de 29 de Outubro.
    Crítico sim o pouco apreço que temos por tradições que são nossas, genuinamente nossas, e até o modo quase envergonhado como falamos delas.
    Afinal, bem vistas as coisas, são estes pequenos gestos que nos vão mantendo permeáveis à onda globalizante de feição americana.

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