sábado, 31 de outubro de 2009

A lenda da abóbora





A abóbora, símbolo da sabedoria e da fertilidade, tem também a si associadas muitas lendas. A mais famosa talvez seja a que conta a história de um irlandês chamado Jack. Alcoólico inveterado, no dia 31 de Outubro Jack bebeu demais e o Diabo veio em busca da sua alma. Desesperado, Jack tenta enganar o Diabo, convencendo-o a apanhar uma maçã de uma árvore. O Diabo aceita e quando sobe o primeiro ramo, Jack aproveita a ocasião para pegar num canivete que tinha no bolso e gravar uma cruz no tronco. Aflito, o Diabo implora pela ajuda de Jack e este propõe um acordo: ele liberta-o, e o Diabo em troca deixa-o ficar na Terra. O Diabo concorda com a proposta.
Infelizmente, Jack morre um ano depois e, pelo seu mau percurso na Terra, é impedido de entrar no Céu. Quando chega ao Inferno, o Diabo, humilhado pela partida que Jack lhe tinha feito, também não autorizou a sua entrada. Ainda assim, oferece-lhe um pedaço de carvão para iluminar a sua alma no Limbo. Jack decide então colocar o carvão no interior de um nabo (a lanterna de Jack). Desde então os irlandeses, para se iluminarem, adoptaram este costume. Quando imigraram para os Estados Unidos da América, trocaram o nabo pelas abóboras, mais abundantes neste país.
Cá em casa prefiro dar-lhes outro aproveitamento...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dia das Bruxas/ Halloween







Em Portugal é ainda pouco relevante a celebração do Halloween, mas até nisso a americanomania tem vindo a ganhar terreno. O Dia das Bruxas tem vindo, nos últimos anos, a impor-se como celebração da moda. Não admira, portanto, que nos próximos tempos deixemos de ouvir, no 1.º dia de Novembro, a expressão «Pão por Deus, Pão por Deus» que as nossas crianças pronunciam antes de se abrirem as portas das casas onde tocam, substituindo-a pelo «Trick or Treat» (Doce ou Travessura) que os miúdos americanos apregoam às portas que se abrem na última noite do mês de Outubro.
Lamentamos muitas vezes a morte de tradições que são tão nossas, mas esquecemos que somos nós os primeiros a contribuir para isso.
Existe um imaginário riquíssimo que é português e que tem ainda tanto por explorar. Motivos de inspiração é o que não falta neste nosso país para sair p’rá rua e comemorar o nosso Dia de Todos os Santos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Galo da cidade




Quem julga que nos meios urbanos só os pombos e pardais se sentem em «casa», desengane-se. Este belo exemplar passeia-se pelos recantos dum jardim de Lisboa, junto à Rua de São Lázaro, como se dum meio campestre se tratasse.

domingo, 25 de outubro de 2009

Nu masculino



Na terça-feira entreguei à (I) a aguarela que ela tinha encomendado. A maior recompensa foi, sem dúvida, perceber a sua reacção emocionada ao olhar, pela primeira vez, para o tema que eu havia decidido pintar: uma réplica de um desenho, em escorço, de Annibale Carraci (1560-1609) de nome «Busto de Rapaz Nu Visto de Costas».

Museu Nacional de Etnologia (cont.)


(Ernesto Veiga de Oliveira)


(Benjamim Enes Pereira)

Ernesto Veiga de Oliveira, conjuntamente com Benjamim Pereira, vão proceder à recolha, de forma sistemática e organizada, por todo o território do nosso país de diversos objectos relacionados com a cultura popular portuguesa. Na base desta recolha existia a intenção de preservar ou assegurar a preservação desses objectos que por variadíssimos motivos, nomeadamente o da extinção das sociedades rurais, estavam a desaparecer.
Os instrumentos musicais populares portugueses estão entre os vários objectos recolhidos e vão ser tema de uma exposição, organizada por estes dois autores, intitulada «Instrumentos Musicais Populares Portugueses».

domingo, 18 de outubro de 2009

Escalada interrompida


(Lisboa - Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian - instalação)

Museu Nacional de Etnologia (cont.)







Foi, no entanto, necessário esperar mais de uma década para se definir um local para a sua instalação definitiva.
Só em 1973 é que um edifício viria a ser afectado ao museu de etnologia. Concluído em 1975, esse edifício é onde ainda hoje funciona o Museu Nacional de Etnologia. Uma construção pensada, desde o início, para fins museológicos, mas também laboratoriais.
Antes do museu ser instalado no actual edifício foram organizadas exposições que funcionaram, de certo modo, como antevisão daquilo que viria a ser o seu modelo de exposições no seu espaço definitivo. Anunciavam, por assim dizer, a política do museu e também as suas linhas programáticas relativamente às exposições.

No próximo post irei falar da acção de Ernesto Veiga de Oliveira e de Benjamim Pereira, dois elementos que integraram a equipa de Jorge Dias, também eles responsáveis pela organização de exposições que aconteceram entre os anos 60 e 70.

Eles andam por aí.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

domingo, 11 de outubro de 2009

Urinol


(Lisboa - Castelo de São Jorge)

sábado, 10 de outubro de 2009

Museu Nacional de Etnologia (cont.)


(António Jorge Dias)

Portanto, embora ainda não houvesse um espaço definido para albergar um museu etnológico, Jorge Dias dedicava-se já à recolha de objectos e tentava constituir colecções num trabalho sistemático e intenso.
Para além destas dimensões - trabalho de campo e recolha de objectos - existe uma terceira dimensão na acção de Jorge Dias e que está relacionada com a organização de estudos antropológicos em Portugal. É neste âmbito que vai ser criado o Centro de Estudos de Antropologia Cultural. Um centro que fará parte da Junta de Investigação do Ultramar que, por sua vez, depende do Ministério do Ultramar.
Em 1962 vai ter lugar no Instituto Superior de Ciências e Políticas do Ultramar aquilo a que podemos designar como primeira instalação do museu de etnologia e que vai ter o nome de Museu de Etnologia do Ultramar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Zeca


Separador central


(Sintra - Av. Adriano Júlio Coelho)

domingo, 4 de outubro de 2009

Porta de basílica


(Mafra - Convento - pormenor da porta da basílica)

sábado, 3 de outubro de 2009

Fernando Pessoa


Portugal vale a pena, ainda que com alma pequena.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Museu de História Natural de Sintra


O Museu de História Natural de Sintra completou, ontem, dois meses de vida. Tudo ainda cheira a novo. A colecção, essa mostra-nos objectos que nos transportam a alguns milhões de anos atrás.
A lógica expositiva escolhida foi feita com base num percurso cronológico - da Origem da terra à Era dos Mamíferos.
Despertou-me particular atenção os «Asterídeos» fossilizados, do período Cretácico Médio, provenientes da Alemanha. Uma autêntica constelação de estrelas ondulantes.


Do tempo da Arte Nova


(Lisboa - Av. das Forças Armadas)