quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Portas


(Torre de Belém - Doca do Bom Sucesso - Lisboa)

Pequenas, grandes, baixas, altas...
Lindas, belas, humildes, arrogantes
Algumas teimosas,
Queremos abertas,
Insistem em fechar
Deixando-nos no vácuo
Astronautas a vagar
Com grande esforço
Outras tentamos fechar
Escancaradas, espaçosas, perniciosas...
Onde as portas nos levarão?
Que porta te importa no momento
Da decisão?
Trabalhadas, manufacturadas, largas, estreitas
Que altura, profundidade ou espessura?
E se não houver chaves?
Para fechar ou abrir?
Há uma porta excepcional,
Fácil de fechar, difícil de abrir
Bem a retratou um pintor:
Com maçanetas somente no interior...
Porta, que quero aberta!
Porta, não importa os que não querem entrar!
Porta que suporta os insensíveis,
À beira do caminho, entre poeiras, tempestades e espinhos
Pois tens, somente tu, as chaves!
Ninguém pode fechar-te
A não ser, tu mesma.
Alessandra Borges

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