quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Portas


(Torre de Belém - Doca do Bom Sucesso - Lisboa)

Pequenas, grandes, baixas, altas...
Lindas, belas, humildes, arrogantes
Algumas teimosas,
Queremos abertas,
Insistem em fechar
Deixando-nos no vácuo
Astronautas a vagar
Com grande esforço
Outras tentamos fechar
Escancaradas, espaçosas, perniciosas...
Onde as portas nos levarão?
Que porta te importa no momento
Da decisão?
Trabalhadas, manufacturadas, largas, estreitas
Que altura, profundidade ou espessura?
E se não houver chaves?
Para fechar ou abrir?
Há uma porta excepcional,
Fácil de fechar, difícil de abrir
Bem a retratou um pintor:
Com maçanetas somente no interior...
Porta, que quero aberta!
Porta, não importa os que não querem entrar!
Porta que suporta os insensíveis,
À beira do caminho, entre poeiras, tempestades e espinhos
Pois tens, somente tu, as chaves!
Ninguém pode fechar-te
A não ser, tu mesma.
Alessandra Borges

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Lotação quase esgotada



Um lote ainda disponível para venda.

domingo, 27 de setembro de 2009

Portugal - eleições legislativas de 2009




De 16 de Dezembro de 1934 à madrugada de 25 de Abril de 1974, um longo e tortuoso caminho teve que ser percorrido por todos aqueles que acreditaram que chegaria o dia em que seria possivel uma realidade com transparência democrática.
Mas, segundo expressão de Russel Long, a democracia é como uma jangada. Não se afunda, mas os pés vão sempre molhados.
Hoje, 35 anos depois de Abril de 74, entristece-me o esquecimento de alguns e a ignorância de outros.


sábado, 26 de setembro de 2009

Museus etnográficos


La rue du Caire. Exposition universelle, Paris. 1889. (*)

Le marteau-pilon du Creusot dans les jardins du Trocadéro. Exposition universelle, Paris, 1878. Gravure d’après un dessin de M. Ferat. Musée des Arts décoratifs, Paris. (*)


A emergência dos museus etnográficos dá-se, inicialmente, na Europa, sensivelmente a partir da segunda metade do século XIX. Podemos, por isso, dizer que é neste período que, em grande parte das capitais europeias, começam a surgir este tipo de museus. Um factor que muito contribuiu para o desenvolvimento dos museus em geral, e dos etnográficos em particualr, foram as exposições mundiais. De facto, desde a segunda metade do século XIX até aos nossos dias estas exposições marcaram profundamente toda a actividade nos diferentes museus.
(*) imagens obtidas: Georges Riviére. La Musiólogie.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fazedor de risos



A vida tem mais imaginação que os nossos sonhos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

APCA - ASSOCIAÇÃO DE PROTECÇÃO AOS CÃES ABANDONADOS




No passado fim-de-semana visitei o bazar da APCA em Sintra. O produto das vendas desta lojinha reverte a favor de todos os animais acolhidos no Canil (http://www.apca.org.pt/) de São Pedro de Sintra - e eles bem merecem e bem precisam.


Quem passar por lá encontra óptimas e simpáticas surpresas: velharias, artigos de decoração, livros, CDs, DVDs, bijuteria, mobiliário, vestuário, etc. A lista é longa e os preços, verdadeiras pechinchas... e o Natal aqui tão perto.


A loja está aberta todos os dias, por isso se durante a semana não for possivel, podemos sempre visitar este espaço ao fim-de-semana, e depois disfrutar duma paisagem idílica, saborear a tradicional «queijadinha de Sintra» ou o «travesseiro» na esplanada da pastelaria «Sintra Bela», que fica mesmo ao lado. Ah... e o atendimento não podia ser mais distinto - à nossa espera está uma verdadeira estrela, o «Nico», um Yorkshire Terrier que nos recebe com muitas lambidelas.


domingo, 20 de setembro de 2009

Miguel Torga






Os gestos que não fazemos à espera de que os outros os façam por nós. E assim perdemos a vida, que é uma expressão permanente que não pode ser adiada.

Aguarela


Em Fevereiro deste ano, lembrei-me de pintar este tema, em aguarela, e oferecê-lo como presente de aniversário à (I).

Quando ela olhou, pela primeira vez, para a pintura, confesso que o misto de reacções/emoções não me permitiram perceber, ao certo, até que ponto esta era do seu agrado. Há um mês atrás obtive essa resposta - encomendou-me mais uma aguarela, mas agora de um nú masculino.

sábado, 19 de setembro de 2009

E agora... o que se segue?



Sei que me apetece escrever mais sobre este museu, e assim farei noutras «postagens»... mas ainda não sei exactamente que rumo irei dar a este blogue.

Museu Nacional de Etnologia

Em Portugal, logo após a Segunda Guerra (1945), surge o primeiro projecto para um museu de etnologia. Projecto esse, emanado a partir do Ministério do Ultramar.
É nesse âmbito que, dois anos depois (1947), Jorge Dias é chamado para organizar não apenas os estudos etnográficos em Portugal, como também para pensar o projecto do museu.
Para Jorge Dias o objectivo do museu deveria ter como propósito documentar as culturas de todos os povos do mundo, com o intuito de fornecer elementos para o estudo do comportamento/ manifestações humanas nas diversas regiões.
Com Jorge Dias vamos assistir ao início de uma verdadeira recolha sistemática e de trabalho de campo. Ele é um dos primeiros autores a fazer um inventário etnográfico em Portugal.
A partir dos anos 50, Jorge Dias e a sua mulher, Margot Dias, vão fazer trabalho de campo em Moçambique junto da comunidade Maconde. Durante a pesquisa, o casal dedica-se também à recolha de objectos de «arte maconde». E, é precisamente esse conjunto de objectos que servirá de embrião para a criação do Museu de Etnologia em Lisboa.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ano Velho, Vida Nova


Depois de muita teoria antropológica, com passagem pelo ISCTE-IUL (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - Instituto Universitário de Lisboa), dou por iniciada a componente prática. O percurso começa aqui: